Entrevista com a Ilustradora Carolina Rempto

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Carolina Rempto uma ilustradora nos deu o prazer de conversar com ela, vejam a entrevista.

Carolina Rempto, 24 anos e nasceu na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro onde voltou a morar recentemente depois de passar alguns meses na capital, Rio de Janeiro, 9 meses na cidade de Savannah, GA, EUA e mais 2 meses na cidade de Charlotte, NC, EUA (Enquanto estava no seu intercâmbio pelo programa Ciências sem Fronteiras).

Gosta muito de passar as horas vagas batendo papo com meus amigos e assistindo séries no Netflix, além de desenhar também, por que também é seu passatempo além de ser sua profissão.

Carolina Rempto princesa leia
Princesa Leia

Como começou a sua carreira, como decidiu ser ilustradora?

Minha “carreira” está começando agora praticamente. Estudo Design Gráfico, sempre adorei a área, mas minha carreira de ilustradora e como decidi que seguiria para esse caminho realmente só aconteceu de verdade quando viajei para os Estados Unidos pelo programa Ciências sem Fronteiras, do governo federal, para estudar em uma universidade chamada SCAD (Savannah College of Art and Design). Lá, como era intercambista, acabaram me colocando em turmas muito iniciantes de design, então resolvi aprender algo novo que eu já tinha interesse: ilustração. E pra mim foi uma das decisões mais certas que já fiz em toda a minha vida por que a partir daí, decidi que queria trabalhar com ilustração, e fui orientada por professores que me fizeram acreditar que era possível viver disso sim!

Quais cursos fez? Conte um pouco do seu histórico acadêmico.

Bem, por enquanto eu estou tentando terminar meu curso de Comunicação Visual Design na UFRJ (tô quaaaaase lá), mas fiz uma pausa no meu curso no ano de 2015 para cursar 9 meses de matérias de ilustração oferecidas pela Savannah College of Art and Design, pelo Ciências sem Fronteiras – Matérias como Ilustração Editorial, Ilustração para Design de Posteres, Tipografia e Imagem, que foram absolutamente essenciais para que eu escolhesse ser uma Ilustradora.

Qual o seu processo de criação?

Pros meus projetos profissionais, sempre há um briefing, uma orientação inicial. Apartir dessa orientação, faço alguns esboços com ideias, e vou, etapa por etapa aprovando com o cliente, até chegar no resultado final. Para projetos pessoais e rápidos, as etapas são as mesmas, mas como as vezes já tenho uma ideia muito fixa na cabeça quando inicio (principalmente estudos, coisas rápidas) já vou pulando algumas etapas. Mas gosto de trabalhar com bastantes referências fotográficas, e gosto de ter um tempo sempre para olhar o que outros profissionais estão fazendo, por isso o Pinterest e o Behance me ajudam muito a ter inspiração para trabalhar. É sempre bom aumentar o repertório visual de todas as maneiras possíveis e estar aberta admirar outros estilos diferentes do meu e do que normalmente aprecio.

Seu trabalho é bem colorido, como trabalha para harmonizar as cores?

O processo de harmonização das cores é sempre um pouco intuitivo pra mim, mas acontece bastante na base da tentativa e erro. Apesar disso, estou sempre levando em consideração a relação entre cores (se são análogas, complementares, e etc), mas PRINCIPALMENTE, tento sempre analisar o que as cores tem que contar a quem vê as imagens que estou produzindo. Tento sempre colocar significado em cada etapa do trabalho, inclusive nas cores para que eu possa contar uma história com aquela ilustração. Cores são muito boas para ditar o “tom” da história que você quer contar, na minha opinião.

Carolina rempto cronicas de narnia
Capa para o livro Cronicas de Narnia

Quais as suas principais referências?

Tenho um carinho muito muito grande pelo trabalho da Mary Blair. Confesso que ele me inspira bastante e tenho sempre como referência. Gosto muito também do trabalho da Brittney Lee e da Lorelay Bové (Visual Developers da Disney), e de algumas pessoas como a Taryn Knight, Isadora Zeferino, Fran (Meneses) Nerd,  e muitas outras aqui que não consigo lembrar o nome. Sigo muitas pessoas inspiradoras no instagram, é uma fonte muito de inspiração e acabo incorporando muitas coisas diferentes no meu trabalho, adaptando tudo que vejo 🙂

Incentiva novos ilustradores a entrarem no mercado?

Claro, por que não? Se gostar do que faz e fizer bem, acredito que tenha espaço pra muita gente no mercado apesar de não ser um trabalho muito valorizado pela população em geral. No início você acaba ouvindo muitos nãos (ou as vezes nem te respondem às vezes, após enviar um orçamento). Mas o importante e saber seu valor, e pedir ajuda a quem sabe mais sempre que tiver dúvida.

Na sua opinião, quais os maiores desafios da profissão?

Na minha opinião é saber seu valor para cobrar o que seu trabalho vale, por que as vezes, somos vencidos pelo cansaço de não sermos valorizados pela sociedade em geral como profissionais, e acabamos nos submetendo a certas situações que não valem a pena. É muito importante saber seu valor e saber que muitas pessoas vão desvalorizar o seu trabalho, principalmente por não termos o costume de enxergar “uma pessoa que desenha” como profissional. Como disse anteriormente, nada melhor que perguntar por aí a pessoas que você admira e que já estão no mercado. Muitos não terão tempo de responder, mas outros responderão com a maior boa vontade. Fazendo isso você ajuda a não comprometer o trabalho de todos os colegas de profissão!

Você já participou de alguns collabs, como foi essa experiência?

Ah, foi muito divertido principalmente por que as pessoas das collabs que participei são muito amigas e participaram junto comigo de um momento inesquecível e importantíssimo da minha vida: meu intercâmbio pra  SCAD. Além de dar uma grande visibilidade pros participantes, todo mundo se ajudou, dando opiniões em cada etapa do projeto pro resultado ficar ainda melhor.

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Carolina rempto pedro
Pedro do Castelo Ra Tim Bum

Para finalizar, como enxerga o mercado da ilustração no futuro?

Eu ainda sou uma pessoa que não tem um conhecimento vasto do mercado ilustração no momento, mas posso dizer o que eu espero: mais valorização e reconhecimento do trabalho no país, com remuneração adequada para que a gente sonhe em trabalhar no mercado nacional, e não só fique almejando trabalhar pra clientes internacionais / sair do país.

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Escrito por: Rafael de Rezende Basso

Designer gráfico e web, atualmente trabalha em um e-commerce, formado pela Metodista em Mídias Digitais e pela Panamericana em Design gráfico, amante de uma boa cerveja com os amigos e SPFC de coração.

Portfólio: http://www.rrbdesign.com.br

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